Curtas de desenho animado legais para crianças

Separamos alguns curtas de desenho animado para você assistir com as crianças, com temas legais e que podem ser o início de conversas e discussões legais.

Antes de colocar as crianças para assistir aos curtas, avalie se elas já tiveram muito tempo de tela no dia e não esqueça de falar sobre a animação depois de assistir!

Desenho: Out of Sight

Curta com 5 minutos de duração sobre uma menina cega com um cão-guia. O cão-guia se perde e ela passa por uma experiência de descoberta. Curta de desenho animado bonito e muito sensível, para todas as idades, que fala de percepção, amizade e criatividade.

Desenho: La Luna

O curta de desenho animado La Luna tem 5 minutos de duração e fala sobre um menino, seu pai e seu avô que o levam para pescar pela primeira vez. Ao invés de pescar no mar, eles vão para a Lua e encontram alguns problemas que o menino os ajuda a resolver. La Luna mostra como enxergar os obstáculos de maneira calma e diferente, e a resolvê-los com criatividade. Recomendado para todas as idades.

Coisas de Pássaros

O desenho animado Coisas de pássaros mostra um bando de passarinhos barulhentos incomodados com um pássaro grande e atrapalhado, bem diferente deles. Um curta de desenho animado rápido, bem colorido e super engraçado para todas as idades.

O Presente

O desenho animado O Presente conta a história de um menino que adora videogames e que acaba de ganhar um presente: um cachorrinho sem uma patinha. O curta de desenho animado tem aproximadamente 3 minutos de duração e traz uma sensibilidade ímpar. Trabalha empatia e representatividade. Indicado para todas as idades.

Piper

O desenho animado Piper conta a história de um filhote de passarinho que tem medo de ir até a beira do mar para se alimentar. O curta de desenho animado aborda temas como medo, coragem, criatividade e superação. Piper é do ano de 2016, tem gráficos incríveis e ganhou o prêmio de melhor curta. Vale a pena assistir!

Parcialmente Nublado

O curta de desenho animado conta a história de uma nuvem que cria os filhotes de animais (inclusive bebês) e de sua cegonha que os entrega para suas famílias é super engraçado e trata de empatia, frustração e resolução de conflitos de uma forma bem leve.

Lou

Lou é um personagem que vive em uma caixa de achados e perdidos de uma escola que adora devolver brinquedos para que os perdeu. Lou acaba encontrando um menino que pratica bullying na escola e consegue reverter uma situação. O curta de desenho animado é ótimo para todas as idades, bem engraçado, trabalha bastante a empatia e ajuda as crianças a terem consciência da prática do bullying, tanto do lado de quem sofre quanto do lado de quem pratica.

Desenho: Purl

Purl é um novelo de lã que começa a trabalhar numa empresa onde as pessoas não aceitam como o novelo é. Para conseguir se misturar e ser aceito pelos colegas, o novelo Purl muda seu jeito de agir, de se vestir e de se comportar. O curta de desenho animado fala bastante sobre aceitação e trabalha camadas mais profundas, como masculinidade tóxica e questões de gênero, já que a animação não explicita se Purl é um novelo feminino ou masculino. Além disso, o curta de desenho animado é em inglês, mas as crianças conseguem entender. Apesar das questões mais profundas, o curta de desenho animado é recomendável para todas as idades pois trata tudo de uma forma muito sutil e sensível.

:: Veja também: O que é preciso saber sobre publicidade infantil? ::

Como configurar celular para crianças

As telinhas são super populares entre as crianças e isso não é novidade, mas é na televisão que temos mais controle sobre o que a criança vai assistir e/ou consumir. Quando falamos de tablet, celular e dispositivos com acesso à internet, é preciso estar atento a duas coisas: conteúdo e tempo de exposição da criança.

Quando há uma disponibilidade de conteúdo tão grande na internet, há uma maior necessidade de filtrar o que é consumido pelas crianças. O acesso é fácil e não é preciso muito tempo na internet para encontrar conteúdos inapropriados para crianças. Muitos destes conteúdos estão linkados a vídeos do YouTube para crianças, por exemplo. Por isso, o cuidado deve ser redobrado quando crianças têm contato com celular e acesso à internet.

Além da grande quantidade de conteúdo, o próprio celular também é uma ferramenta que precisa de atenção quando está nas mãos das crianças. Os devices vêm com uma série de facilidades como compartilhamento de localização, compras online e etc que podem ser perigosos quando utilizados por crianças.

YouTube

Slimes, historinhas, desafios e jogos são os tipos de vídeos que crianças adoram assistir. Mas nem todos os youtubers que fazem slime são infantis, e vídeos do mesmo youtuber podem não ser apropriados para crianças, ou ainda pode acontecer de um vídeo violento aparecer nos sugeridos.

Para que isso não aconteça e a criança fique mais protegida, configure o seu perfil no YouTube para “Modo Restrito” tanto no celular quando no computador.

Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito em celulares e tablets iOS Apple iPhone iPad
Configuração do YouTube num dispositivo iOS
Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito em celulares e tablets Android
Configuração do YouTube num dispositivo Android
Ilustração de como configurar o YouTube para crianças ativando o Modo Restrito pelo computador
Configuração do YouTube pelo computador

Obs:. Se o ‘Modo Restrito’ for ativado somente no celular, ficará desativado no computador. É necessário configurar nos dois separadamente.

IMPORTANTE: apesar do YouTube oferecer essa facilidade, reiteramos isso não substitui a atenção que você deve ter com o conteúdo que a criança consome!

Apple

Assim como os vídeos no YouTube, nem tudo o que está nas lojas de aplicativos e na internet é seguro e apropriado para crianças. Para oferecer mais proteção às crianças, a Apple disponibiliza uma série de opções de restrição de conteúdo e privacidade para aplicativos e sites.

Se a criança utiliza iPhone ou iPad, você pode limitar o tempo de uso de todos os apps ou apenas alguns, e até proibir acesso:

Ilustração de como configurar e limitar o tempo de uso em dispositivos Apple
Limitar o tempo de uso em dispositivos Apple

Também é possível bloquear com senha algumas ações, como instalar e apagar apps e fazer compras dentro dos aplicativos, por exemplo:

Bloquear ações com senha em dispositivos Apple

Aqui, você tem como Permitir ou não as ações Instalar Apps, Apagar Apps e Compras Dentro de Apps, e a opção de Sempre Exigir Senha ou Não Exigir.

Ainda em Conteúdo e Privacidade, você pode configurar em Restrições de Conteúdo o país, colocar Músicas, Podcasts, Notícias e Livros como Apropriado ou Explícito; permitir faixa etária ou não permitir Filmes e Programas de TV. Na parte Conteúdo da Web, você pode limitar o tipo de acesso que a crianças vai ter a sites. Em Apenas Sites Permitidos há algumas opções que você pode selecionar, ou em Adicionar Site, você coloca a URL um título para identificar.

Compartilhamento Familiar

O Compartilhamento Familiar é uma ferramenta oferecida em dispositivos Apple em que uma família de até seis pessoas pode compartilhar fotos, eventos no calendário, compras no iTunes e App Store e etc. As compras podem ser pagas com um mesmo cartão de crédito e, se feitas por crianças, precisam ser autorizadas pelos pais ou responsáveis legais.

Se a criança tem menos de 13 anos, não é problema: o ID Apple, necessário para participar do Compartilhamento Familiar, pode ser feito se o e-mail dos pais ou responsáveis seja colocado como e-mail de recuperação da conta da criança.

No Compartilhamento familiar, as crianças têm acesso aos mesmos recursos que os outros membros, podendo acessar os mesmos apps, livros, músicas, filmes e programas de TV. A diferença é que você pode limitar o conteúdo que as crianças podem acessar nos dispositivos delas e outras permissões, como compras na App Store, por exemplo.

Se você quiser utilizar o Compartilhamento Familiar, primeiro você precisa criar uma ID Apple para a criança (ignore esta etapa caso você já tenha feito):

iPhone, iPad, iPod Touch

1) Acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar > Adicionar Familiar > Criar uma Conta para uma Criança > Seguinte. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família.

2) Insira a data de nascimento da criança e toque em Seguinte. Confira se você inseriu a data correta.

3) Leia a “Divulgação de privacidade do responsável” e toque em Aceitar.

4) Insira as informações solicitadas da forma de pagamento e toque em Seguinte. Se não tiver uma forma de pagamento registrada, você precisará adicionar uma.

5) Insira o nome da criança, toque em Seguinte, crie o ID Apple dela (nomedeusuario@icloud.com) e toque em Seguinte. Toque em Criar.

6) Siga as instruções na tela para definir uma senha, selecionar as perguntas de segurança e configurar a conta da criança. Escolha senhas e perguntas de segurança que os dois consigam lembrar.

7) Ative o recurso “Pedir para comprar” para aprovar todas as compras iniciadas pela criança no iTunes, Apple Books e App Store. Você será responsável por todas as cobranças na conta. Toque em Seguinte.

8) Leia os Termos e Condições e toque em Aceitar.Como Criar um Grupo Familiar

Ilustração de como utilizar o Compartilhamento Familiar no Mac
Infográfico de como utilizar o Compartilhamento Familiar em iPhone, iPad ou iPod Touch
Ilustração sobre como convidar filhos/filhas pelo Compartilhamento Familiar
Infográfico sobre como utilizar o Compartilhamento Familiar no Mac
Infográfico sobre como convidar filhos/filhas pelo Compartilhamento Familiar
Ilustração sobre como configurar o Compartilhamento Familiar
Infográfico de como configurar o Compartilhamento Familiar

Para convidar outros familiares por celular, computador e etc:

No iPhone (celular), iPad ou iPod touch:

1) Acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família.

2) Toque em Adicionar Familiar.

3) Insira o nome ou o endereço de e-mail do familiar e siga as instruções na tela.

4) Se estiver usando o iOS 11 ou posterior, decida se você quer enviar um convite pelo Mensagens ou convidar o familiar pessoalmente. Depois, siga as instruções na tela.

No Mac:

1) Selecione o menu Apple () > Preferências do Sistema e clique em iCloud.

2) Clique em Gerenciar Família.

3) Clique em + e siga as instruções na tela.Como gerenciar a conta da criança:

Tempo de uso:

Acesse Ajustes > Tempo de Uso e toque no nome da criança. Se precisar criar um ID Apple para a criança, acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar > Tempo de Uso.

Permissão de compras

– No iPhone, iPad ou iPod touch, acesse Ajustes > [seu nome] > Compartilhamento Familiar e toque no nome da criança. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Família e toque no nome da criança.

– No Mac, acesse o menu Apple > Preferências do Sistema > iCloud > Gerenciar Família e clique no nome da criança.

Se você desativar o recurso Pedir para comprar, a criança conseguirá fazer compras, que serão cobradas em sua forma de pagamento, sem notificação prévia.Caso outra pessoa criou o grupo familiar, convidou você e você quer aceitar ou recusar o convite:

No iPhone, iPad ou iPod touch:

Acesse Ajustes > [seu nome] > Convites. Se o dispositivo tiver o iOS 10.2 ou anterior, acesse Ajustes > iCloud > Convites.

No Mac:

Selecione o menu Apple () > Preferências do Sistema > iCloud > Gerenciar Família.

Siga as instruções na tela para aceitar um convite. Ao entrar em um grupo familiar, você talvez precise confirmar as informações da conta e escolher utilizar os recursos ou serviços configurados pelo grupo.

Para informações mais detalhadas sobre o Compartilhamento Familiar, acesse o suporte da Apple.

12 dicas para escolher apps para seus filhos

Existe uma grande quantidade de aplicativos disponível nas lojas, ainda mais do universo infantil. Mas como decidir quais apps baixar para as crianças, ou como saber se são bons ou confiáveis? Fizemos uma lista com 12 dicas de como escolher apps para seus filhos.

Foto de uma mãe, sorrindo, com seus dois filhos numa cabana de cobertores utilizando um app infantil no iPad. Uma criança de aproximadamente dois anos e outra criança, sorrindo, de aproximadamente quatro anos. Há ilustrações de estrelas, um óculos com microfone na criança mais nova e uma tiara do poder.
Apps que simulam experiências estimulam a criatividade e não insere a criança em um mundo à parte em que ela perde a noção de tempo.

1) Compras dentro dos apps

Compras dentro dos apps, ou seja, quando os próprios aplicativos tentam vender “bônus” por exemplo, geram uma frustração na criança e uma ansiedade de consumir que está sendo ofertado. Claro que tudo tem um equilíbrio: não há problema nenhum em ter uma ou outra coisa que ofereçam para melhorar o desempenho de quem utiliza, mas em excesso e a ponto de causar ansiedade do usuário, pode ser perigoso.

2) Propaganda nos apps

Tente optar pelos aplicativos sem propagandas. Há estudos que indicam que as propagandas infantis em apps são mais violentas e “certeiras” do que as propagandas em televisão. Segundo uma matéria do popular Science baseado numa pesquisa publicada no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics, a regulamentação de propagandas infantis funciona diferente nos aplicativos: é menos efetiva, Para atingir a eficácia desejada, essas propagandas tratam crianças como pequenos adultos. No entanto, as crianças não conseguem perceber a diferença do que é propaganda e jogo dentro dos apps, e isso pode ser prejudicial.

3) Ícones de competência dos apps

Alguns aplicativos indicam os ícones de competência logo na descrição da loja. É bastante interessante pois você consegue ter uma noção das habilidades que seu filho pode desenvolver ao utilizar os apps. Exemplo: muitos de educação auxiliam na alfabetização.

4) Apps viciantes

Há algumas técnicas e estratégias utilizadas pelos apps de jogos que induzem ao vício. Existem alguns aplicativos liberados para crianças chamados ‘sandbox’, em que os usuários criam um mundo virtual e não existe nenhuma ou poucas dificuldades para que o jogador tenha objetivos ou barreiras dentro dos jogos, como terminar as vidas, por exemplo, que é o que faz os usuários pararem de jogar.

Outra dinâmica que leva ao vício são os jogos chamados ‘variable ratio reward’ (recompensa variável, em inglês), mesmo sistema utilizado em cassinos. Nesses games, o usuário consegue prêmios facilmente todos os dias, com qualidades aleatórias. Essa dinâmica faz com que o cérebro fique condicionado para checar os aplicativos diariamente e, com facilitadores como as roletas de prêmio do jogo ou a conexão com as redes sociais em que o usuário pode pedir vidas e prêmios aos amigos, os usuários passam horas voltando nos aplicativos para verificar se já pode voltar a jogar.

Há muitos apps com essas características no mercado e é preciso estar atento ao que as crianças consomem.

Mas e agora? Como posso saber quais apps não terão essas características?

De modo geral, os apps infantis que simulam experiências, como o preparo de uma comida, leitura de um livro ou um corte de cabelo são ótimos exemplos, pois a criança consegue fazer uma conexão com as experiências virtuais e o mundo real, e vice-versa. Estes aplicativos estimulam a criatividade e não insere a criança em um mundo à parte em que ela perde a noção de tempo.

Truth and Tales, um aplicativo que reúne livros infantis interativos, é o primeiro lançamento da Explot. Por enquanto, o aplicativo conta com um livro disponível, mas já estamos na produção dos próximos.

O nome do primeiro livro é A Criança e o Dragão, e conta a história de uma criança que procura pelo reino em que mora algo que lhe falta. A história traz vários minigames e é contada de tal forma que prende a atenção de quem lê.

5) Classificação indicativa

Só baixe os aplicativos que estiverem de acordo com a idade de sua/seu filha(o). Se a criança está fora da classificação indicativa, é porque o conteúdo é muito difícil ou há elementos dentro dos apps que não foram pensados para pessoas fora da classificação.

6) Controle de Luz Azul

Controle de luz azul serve para que o sono da criança não seja tão afetado quando os aplicativos são utilizado de noite. Há vários disponíveis com esta ferramenta.

7) Número de downloads e feedback

Checar o número de downloads dos apps e os tipos de comentários são boas referências para decidir se valem a pena, se funciona, se o desenvolvedor está a disposição para resolver bugs e responder os usuários.

8) Storytelling (narrativa)

Storytelling é a forma com que a história é contada, seja através de um jogo, apps de educação, ou vídeos. Sempre há uma história e um contexto por trás das coisas. E é importante checar se a criança consegue acompanhar a complexidade da narrativa, e se a mesma é apropriada com o contexto em que a criança vive.

9) Tipos de apps (jogo, social, vídeo, educativo)

É legal sempre ficar de olho nos tipos de apps que seu filho quer baixar. Ter um equilíbrio entre jogos, aplicativos de vídeo, educativos e livros vale muito a pena. Vale lembrar que apps sociais como Facebook e Instagram só são permitidos a partir dos 13 anos.

10) Selos e prêmios

Ter selos e prêmios significa qualidade, já que o aplicativo passou pela revisão e crítica de pessoas que não são os desenvolvedores e “competiu” com outros apps pelos selos ou prêmios.

11) Empresa

É sempre recomendável pesquisar sobre a empresa que desenvolve os jogos e aplicativos. Tem site? Desenvolveu outros apps? Existe um FAQ? Além disso, dá mais segurança se você tiver alguma dúvida ou problema para resolver em relação ao aplicativo.

12) Controle Parental

É uma ferramenta essencial nos apps para que a criança não tome algumas decisões sem a presença dos pais, como compras sem a permissão.