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Meu filho é tímido e introvertido. E agora?

Traduzimos o artigo For Extroverts: 15 Ways to Be a Better Parent to Your Introverted Kid, de Jennifer Granneman, que traz 15 dicas para você saber lidar com o temperamento tímido e introvertido do seu filho(a) e a criar um relacionamento seguro e saudável com ele(a).

Você está confuso em relação ao seu filho ou filha. Ele ou ela não age da mesma forma que você quando criança. Está hesitante e reservado(a). Ao invés de correr para brincar, prefere ficar de lado a assistir às outras crianças se divertirem.

Seu filho ou filha fala com você pelos cotovelos — às vezes divagando ou contando histórias, mas outras vezes ficava calada, e você não consegue entender o que está passando pela cabeça dela.

Ele(a) passa muito tempo sozinho em seu quarto e a professora diz que gostaria que ele ou ela participasse mais da aula. Sua vida social é limitada a duas pessoas. E o estranho é que seu filho(a) parece estar super ok com tudo isso.

Não é incomum que pais que com comportamentos extrovertidos se preocupem com seus filhos com temperamento tímido e introvertido. Muita gente se pergunta se esse comportamento tímido é emocionalmente saudável.

Crianças podem sofrer de ansiedade e depressão, assim como adultos. Por isso, é importante se informar dos sintomas da depressão na infância: às vezes, o afastamento de família e amigos e falta de energia pode significar algo mais que timidez e introversão.

Em contrapartida, muitas crianças com comportamento introvertido e tímido não têm depressão ou ansiedade.

Como cuidar do seu filho(a) com comportamento introvertido e tímido de forma saudável:

1. Saiba que não tem nada de incomum ou vergonhoso em ter comportamento tímido e introvertido

Pessoas tímidas não são minorias. Os números variam de acordo com o estudo, mas 30% a 50% da população dos Estados Unidos é composto por pessoas introvertidas.

Muitos líderes, artistas e empreendedores de sucesso se consideram introvertidos, como Bill Gates, Emma Watson, Christina Aguilera, J.K. Rohling e Madre Teresa.

2. Entenda que o temperamento tímido do seu filho(a) é natural da criança

Você acha que seu filho pode “superar” o ódio pelas festas de aniversário estridentes? Pense de novo. O cérebro de pessoas introvertidas e extrovertidas têm conexões diferentes, de acordo com a Dra. Marti Olsen Laney, autora do livro The Hidden Gifts of the Introverted Child. Ela escreve que o temperamento das crianças é inato, apesar de os pais terem um papel importante em nutrir esse temperamento.

O cérebro dos introvertidos e extrovertidos usam diferentes vias de neurotransmissores e, de maneira geral, usam diferentes “lados” dos seus sistemas nervosos (introvertidos preferem o lado parassimpático, que é o sistema de “descanso e digestão”, e oposição ao simpático, responsável pelo “lutar, fugir e congelar”).

Além disso, um estudo publicado no Journal of Neuroscience descobriu que os introvertidos têm massa cinzenta maior e mais espessa em seus córtices pré-frontais, que é a área do cérebro associada ao pensamento abstrato e à tomada de decisões.

3. Vá devagar ao apresentar pessoas novas para seu filho(a)

Pessoas com temperamento introvertido podem se sentir sobrecarregados e ansiosos em novos ambientes e em torno de novas pessoas. Se vocês estão em um evento social, não espere que seu filho ou filha se misture com outras crianças e saia se apresentando por aí imediatamente.

Chegar cedo nessas ocasiões ajuda, assim, pode ser que seu filho(a) se sinta mais confortável num ambiente em que ele chegou antes que as outras pessoas. Deixar que a criança fique perto de você também pode ajudar, ou outro lugar onde ela se sinta segura. Observar de longe acalma bastante.

Não importa em que nova experiência a criança esteja se acostumando, lembre-se: vá devagar, mas não deixe de ir. “Não deixe que ele desista de fazer as atividades, mas respeite seus limites, mesmo quando eles parecerem extremos.”, escreve Susan Cain sobre crianças introvertidas.

4. Lembre seu filho(a) que ele(a) pode dar uma pausa na socialização se sentir sobrecarregado ou cansado

Enquanto pessoas com temperamento extrovertido se sentem energizadas socializando, introvertidos podem se sentir drenados de energia.

Se seu filho(a) é mais velho, ele pode pedir licença e dar um tempo num lugar mais calmo, como em outro quarto, no banheiro ou fora do local.

Se a criança é mais nova, talvez não perceba quando está cansada, por isso, observe os sinais de fatiga e ajude-a a identificar e se ausentar nestes momentos.

5. Elogie a criança quando ela se coloca numa situação social que considera de risco

Fale para ela que você admira o que ela fez e que você torce por ela. Pode ser algo como “Ontem eu vi que você falou com aquela criança nova. Sei que foi difícil pra você, mas tenho orgulho do que você fez”.

6. Lembre-a de quando ela acaba gostando de algo que inicialmente tinha medo

Muitas crianças colocam uma visão negativa de algumas situações que ainda não aconteceram por medo. Diga algo como “Você pensou que a festa não seria legal para você, mas acabou fazendo amigos, olha que legal!”. Com um esforço positivo como esse, com o tempo, é mais provável que ela consiga regular o nervosismo e pavor em momentos de socialização.

:: Leia também: Como ajudar as crianças a desenvolverem uma boa auto-estima ::

7. Ajude seu filho(a) a cultivar suas paixões

Seu filho ou filha pode ter interesses intensos e talvez até únicos. Christine Fonseca, autora de Quiet Kids: Help Your Introverted Child Succeed in an Extroverted World, fala para dar oportunidades para que as crianças introvertidas busquem esses interesses.

Futebol e grupo de escoteiros podem funcionar bem para algumas crianças, mas não se esqueça de olhar para caminhos menos tradicionais como aulas de artes, programação, redação ou campos da ciência.

O envolvimento intenso em uma atividade pode trazer felicidade, bem-estar e confiança, e oferece ao seu filho(a) a oportunidade de socializar com outras crianças que têm paixões semelhantes e, talvez, temperamentos semelhantes.

8. Converse com a professora do seu filho(a) sobre sua introversão e timidez

Isso ajuda a professora a lidar melhor com sua filha/o. Muitas professoras e professores assumem erroneamente que crianças com temperamento introvertido não falam muito em sala de aula por falta de atenção ou falta de interesse. Ao contrário, estudantes introvertidos podem ser mais atentos às aulas, mas preferem ouvir e observar do que participar ativamente.

Se a professora souber do temperamento introvertido da criança, ela pode ajudá-la de formas mais sutis e suaves, como na interação com amigos, na participação de trabalhos em grupo ou apresentações em sala de aula.

9. Ensine seu filho(a) a se defender

Ensine a dizer “pare!” ou “não!” em voz alta quando a criança vê necessidade em colocar limite, por exemplo, quando outra criança tentar tirar um brinquedo dele(a).

Se seu filho(a) estiver sofrendo bullying ou estiver sendo tratado de forma injusta na escola, encoraja a falar com um adulto ou com quem está fazendo isso com ele(a). “Comece ensinando à crianças introvertidas que sua voz é importante”, diz Fonseca.

10. Certifique-se de que seu filho(a) seja ouvido

Ouça seu filho e faça perguntas para fazê-lo falar mais. Muitas pessoas com temperamento introvertido — crianças e adultos — lutam para se sentir ouvidos pelos outros.

Os introvertidos “vivem internamente e precisam de alguém que os perceba, os escute e que os entenda”, escreve Dra. Laney em seu livro. “Sem pais ouvem e refletem de volta para eles, como um eco, o que eles estão pensando, eles podem se perder em suas próprias mentes.”

11. Esteja ciente de que seu filho(a) pode não pedir ajuda

Pessoas com temperamentos introvertidos tendem a internalizar os problemas. Seu filho pode não falar com você sobre uma situação difícil com a qual está lidando, embora deseje e/ou precise de ajuda ou alguma orientação de um adulto. Faça perguntas e ouça com atenção — mas não force ou faça perguntas que pareçam um interrogatório.

12. Não coloque a etiqueta de “tímido” no seu filho

“Tímido/a” é uma palavra que carrega uma conotação negativa. Se a criança que tem um temperamento introvertido ouve a palavra “tímida” se referindo a ela muitas vezes, ela pode começar a acreditar que seu desconforto com as pessoas é uma característica fixa, não um sentimento que ela pode aprender a regular.

Além disso, “tímida” foca na inibição que ela experimenta e não ajuda a entender a verdadeira fonte de sua quietude — seu temperamento introvertido.

13. Não se preocupe se seu filho(a) tem apenas um ou dois amigos próximos

Pessoas com temperamento introvertido buscam profundidade nos relacionamentos, não amplitude. Elas preferem um pequeno círculo de amigos e geralmente não estão interessados em ser “populares”.

14. Não leve para o pessoal quando seu filho(a) precisa de um tempo sozinho/a

Qualquer coisa que puxe seu filho para fora do seu mundo interior — como ir à escola, socializar, ou mesmo uma nova rotina — é um esforço, drena suas energias.

Não fique sentido ou pense que seu filho(a) não gosta de estar com a família quando fica sozinho/a em seu quarto (lendo um livro, jogando no computador ou apenas brincando e usando sua imaginação).

Provavelmente, quando a criança se sentir com as energias recarregadas, ela irá querer passar mais tempo com a família.

15. Celebre o temperamento de seu filho(a)

“Não apenas aceite seu filho(a) por quem ele(a) é; valorize-o/a por quem ele(a) é”, diz Caim. “Crianças com temperamento introvertido costumam ser companhias gentis, focadas e muito interessantes, desde que estejam em ambiente que funcionam para elas.”

A ciência comprova: brincar tem benefícios no aprendizado

Brincar faz bem para o corpo, para a alma e também para o cérebro. Neste artigo, trouxemos alguns pontos apoiados pela ciência que mostram que os benefícios de brincar estão em diferentes áreas, e que brincar tem efeitos positivos no cérebro e na habilidade de aprendizado da criança.

Evidências de que brincar promove soluções criativas de problemas

Psicólogos distinguem dois tipos de problemas: convergente e divergente. Um problema convergente tem uma única solução ou resposta. O problema divergente rende-se a várias soluções. Algumas pesquisas sugerem que a forma como as crianças brincam contribui para a capacidade de resolver problemas divergentes.

Em um experimento, pesquisadores apresentaram dois tipos de materiais lúdicos para crianças de idade pré-escolar (Pepler and Ross 1981). Algumas crianças receberam materiais para brincadeiras convergentes (peças de quebra-cabeças), e outras crianças receberam materiais para brincadeiras divergentes (blocos de montar). As crianças tiveram tempo para brincar e então testaram suas habilidades de resolver problemas.

Crianças que receberam brinquedos de materiais divergentes performaram melhor em problemas divergentes e mostraram mais criatividade nas tentativas para resolver os problemas.

Outro estudo experimental sugere uma conexão entre brincadeiras de faz-de-conta e capacidade divergente de solução de problemas (Wyver and Spence 1999). Crianças que brincavam de faz-de-conta mostraram uma maior capacidade de resolver problemas divergentes. O inverso também foi verdadeiro: crianças treinadas para resolver problemas divergentes mostraram taxas maiores nas brincadeiras de faz-de-conta.

Faz-de-conta, auto-regulação e raciocínio sobre diferentes possibilidades

Solucionar problemas divergentes não é a única habilidade cognitiva ligada com o faz-de-conta. Brincadeiras de faz-de-conta também são relacionadas com dois conjuntos de habilidades cruciais: a capacidade de se auto-regular (impulsos, emoções, atenção) e a de raciocinar de maneiras lógicas e contrafactuais (com noções de possibilidade e relação entre o antecedente e o consequente).

Nos primeiros casos, estudos reportaram que crianças que se engajam e brincam de faz-de-conta com mais frequência têm habilidades de auto-regulação mais fortes. Embora sejam necessárias mais pesquisas para determinar se a ligação é casual (Lillard et al 2013), os dados são consistentes com essa possibilidade.

Você não pode brincar de faz-de-conta com outra pessoa a menos que ambos queiram brincar disso. Portanto, quem brinca de faz-de-conta deve concordar com as regras que se estabelecem no momento da brincadeira, e a prática de concordar com essas regras pode ajudar crianças a desenvolverem um melhor auto-regulação em relação ao tempo.

No segundo caso, muitos pesquisadores notaram semelhanças entre o faz-de-conta e o raciocínio contrafactual, ou seja, a capacidade de pensar hipoteticamente e de imaginar o futuro.

Alison Gopnik e seus colegas argumentaram (Walker and Gopnik 2013; Buchsbaum et al 2012) que o raciocínio contrafactual nos ajuda a planejar e aprender, permitindo-nos pensar em vários “e se”.

O brincar de faz-de-conta toca nas mesmas habilidades. Brincar de faz-de-conta oferece às crianças oportunidades valiosas para melhorar seu raciocínio sobre diferentes possibilidades no mundo.

Para apoiar essa ideia, pesquisadores encontraram evidências de uma ligação entre o raciocínio contrafactual e a brincadeira de faz-de-conta em crianças de idade pré-escolar. A correlação permaneceu significativa mesmo após um teste de capacidade das crianças em suprimir seus impulsos. (Buchsbaum et al 2012).

Crianças prestam mais atenção às tarefas escolares quando têm oportunidades mais frequentes de brincar livremente

Muitos estudos experimentais mostram que crianças em idade escolar dão mais atenção às tarefas acadêmicas após um intervalo em que ficam livres para brincar sem a orientação de adultos (Pellegrini e Holmes 2006).

Também existem evidências circunstanciais: as escolas chinesas e japonesas, famosas pelo foco e disciplina, oferecem pequenos intervalos a cada 50 minutos aos estudantes. (Stevenson and Lee 1990)

Nota: aulas de educação física não são substitutos eficazes do tempo livre para brincar (Bjorkland and Pellegrini 2000).

O exercício físico tem importantes benefícios cognitivos por si só, mas aulas de educação física não oferecem os mesmos benefícios que o recreio.

Pesquisadores suspeitam que isso ocorre porque aulas de educação física são muito estruturadas e dependem bastante das regras impostas pelos adultos. Para colher todos os benefícios das brincadeiras, o intervalo para brincar deve ser realmente divertido.

Quanto tempo um intervalo deve ter? Ninguém sabe ao certo, mas existem algumas evidências de recessos entre 10 e 30 minutos. Em estudos com crianças pequenas de 4 e 5 anos, pesquisadores descobriram que intervalos de 10 a 20 minutos aumentavam a atenção em sala de aula. Intervalos com mais de 30 minutos tinham o efeito contrário(Pelligrini and Holmes 2006).

Brincar e explorar desencadeiam a secreção do BDNF, substância essencial para o crescimento das células cerebrais.

De novo: ninguém descobriu uma maneira ética para testar isso em seres humanos, por isso as evidências vêm de ratos. Depois de brincar, ratos mostraram um aumento nos níveis de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) (Gordon et al 2003).

O BDNF é essencial para o crescimento e manutenção das células do cérebro. Os níveis de BDNF também aumentaram depois que os ratos puderam explorar o ambiente em que estavam(Huber et al 2007).

Linguagem e os benefícios de brincar

Estudos revelam que há uma ligação entre brincadeira de faz-de-conta e o desenvolvimento das habilidades linguísticas (Fisher 1999). O psicólogo Edward Fisher analisou 46 estudos sobre os benefícios cognitivos do brincar.

Ele descobriu que “brincadeiras sociodramáticas”, que são quando crianças brincam de faz-de-conta juntas, “resultam em melhores performances nos domínios cognitivo-linguístico e afetivo social.”

Um estudo com crianças de 1 a 6 anos na Inglaterra mediu a capacidade das crianças com brincadeiras de faz-de-conta. Foi pedido às crianças que realizassem tarefas simbólicas, como substituir um ursinho de pelúcia por um objeto ausente.

Pesquisadores descobriram que crianças obtiveram maior pontuação no teste de brincadeiras simbólicas tinham melhores habilidades de linguagem, tanto na receptiva (o que a criança entende) quanto na linguagem expressiva (as palavras que ela usa). Esses resultados permaneceram significativos mesmo após as crianças crescerem.

Pesquisas recentes também sugerem que brincar com brinquedos de montar contribui para o desenvolvimento da linguagem. Para mais informações, leia este artigo sobre construção de brinquedos e os benefícios de brincar.

Habilidades matemáticas e os benefícios de brincar

Aqui está uma intrigante história sobre brincar e matemática: um estudo mediu a complexidade de crianças de 4 anos que brincam com blocos e acompanhou suas performances escolares até o ensino médio (Wolfgang, Stannard, & Jones, 2001).

Pesquisadores descobriram que a complexidade da brincadeira de montar blocos previa as conquistas em matemática das crianças no ensino médio. Aquelas que usaram os blocos de maneiras mais sofisticadas nas brincadeiras na pré-escola obtiveram melhores notas em matemática e fizeram mais cursos de matemática quando adolescentes.

Esses resultados podem apenas nos dizer que crianças inteligentes na pré-escola continuam inteligentes ao longo da vida escolar, mas não é tão simples.

A associação entre as brincadeiras de blocos e a performance em matemática permaneceu mesmo depois que os pesquisadores mediram e acompanharam o QI de uma criança. Portanto, é plausível que as brincadeiras com blocos influenciam o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Experimentos com animais: Brincar melhora a memória e estimula o crescimento do córtex cerebral

Em 1964, Marion Diamond e seus colegas publicaram um artigo interessante sobre crescimento cerebral em ratos. Os neurocientistas conduziram um experimento criando alguns ratos em confinamento solitário e sem estímulos, e outros em colônias divertidas e cheias de brinquedos.

Quando os pesquisadores examinaram o cérebro dos ratos, descobriram que os ratos que viviam em colônias tinham córtices cerebrais mais espessos do que os ratos que viviam em confinamento.(Diamond et al 1964).

Pesquisas subsequentes confirmaram os resultados de que ratos criados em ambientes com estímulos tinham cérebros maiores. E eles também eram mais inteligentes, ou seja, mais capazes de achar a saída em labirintos mais rapidamente (Greenough and Black 1992).

Estes benefícios de brincar se estendem aos humanos? Considerações éticas nos impedem de realizar experiências semelhantes em crianças. Mas parece que o cérebro humano responda ao brincar e à exploração de maneiras semelhantes.

Experiências lúdicas são experiências de aprendizado

Para que ninguém duvide que as crianças aprendem brincando, devemos ter em mente os seguintes pontos:

1) A maioria das brincadeiras envolve exploração, que é, por definição, investigar.

É fácil perceber como isso se aplica a um cientista iniciante que brinca com ímãs, mas também se aplica a atividades “não intelectuais”, como filhotes brincando de “lutinha”.

Os animais testam laços e aprendem a controlar seus impulsos para que uma luta amigável não se transforme em agressão anti-social. Brincar é aprender.

2) Brincar é motivador e divertido

Tudo o que é aprendido brincando é conhecimento adquirido sem a percepção do trabalho duro, de “sem dor não há ganho”. Isso contrasta com as atividades que desempenhamos como deveres.

Quando a atividade é considerada árdua, nossa habilidade de permanecer focado pode parecer um recurso limitado ao longo do tempo (Inzlicht et al 2014).

É difícil de alcançar um fluxo, a experiência psicológica de estar feliz e completamente imerso no que se está fazendo. Brincar é uma alternativa para conseguir esse fluxo.

3) Há evidências empíricas de que crianças tratam as brincadeiras como um tutorial para lidar com os desafios da vida real

Por todo o mundo crianças se envolvem em brincadeiras de faz-de-conta que simulam atividades que precisam dominar quando adultas (Lancy 2008), sugerindo que essas brincadeiras são uma forma de prática. Quando as crianças são munidas com informações durante o faz-de-conta — seja de amigos ou de adultos — elas as aceitam.

Experiências nos Estados Unidos com crianças em idade pré-escolar sugerem que crianças de até 3 anos de idade fazem distinções entre realidade e a fantasia do faz-de-conta, e usam as informações aprendidas no mundo real (Sutherland and Friedman 2012; 2013).

Fonte: https://www.parentingscience.com/benefits-of-play.html?fbclid=IwAR3XPLfFzrKCmRzI_vfAtz1feleXx6pBW9D7-UXCZpqIFuODF_uZ_5gGWpI

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Equilíbrio com tela na vida das crianças: como encontrá-lo?

Atividades físicas, tempo de tela limitado e uma boa noite de sono diminui comportamentos impulsivos em crianças

O artigo Association between 24-hour movement behaviour and impulsivity in American children, publicado no American Academy of Pediatrics, demonstrou que equilibrar exercícios físicos, tempo de tela limitado e uma boa noite de sono pode diminuir os índices de comportamentos impulsivos em crianças, além de apresentar outros benefícios.

Comportamentos impulsivos

Os comportamentos impulsivos em crianças são reflexos de ansiedade: impaciência, quando a criança interrompe a fala de outras pessoas, quando a criança fala, grita ou ri em momentos inapropriados, ou quando se coloca em situações de perigo sem pensar.

Vale lembrar que esses comportamentos são normais e fazem parte do desenvolvimento de todas as crianças, mas é necessário atentar quando ocorrem com exagero e com muita frequência.

Crianças que têm esses comportamentos impulsivos de forma exagerada costumam ser rotuladas de “crianças-problema” ou “troublemakers”, em inglês, nas escolas ou até mesmo em casa. Se você convive com uma criança que apresenta esses tipos de comportamento, evite utilizar rótulos de qualquer tipo.

Canadian 24-Hour Movement Guidelines for Children and Youth

O estudo é baseado no Canadian 24-Hour Movement Guidelines for Children and Youth, uma iniciativa da Sociedade Canadense de Fisiologia do Exercício que traz diretrizes baseadas em evidências com hábitos que enfatizam a integração de todos os comportamentos de movimento que ocorrem ao longo de um dia inteiro.

As diretrizes incentivam crianças e jovens a “suar, pisar dormir e sentar” (em inglês, “sweat, step, sleep and sit”) nas quantidades indicadas e consideradas benéficas ao longo de 24 horas.

As diretrizes foram desenvolvidas pelo Pesquisa sobre Vida Ativa Saudável e Obesidade (Healthy Active Living and Obesity Group – HALO) do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil do Leste de Ontário, Sociedade Canadense de Fisiologia do Exercício (CSEP), ParticipACTION, The Conference Board of Canada, Public Health Agency do Canadá e um grupo de pesquisadores de todo o mundo, com a participação de mais de 700 participantes canadenses e internacionais.

As diretrizes do Canadian 24-Hour Movement Guidelines for Children and Youth sugerem que crianças entre 5 a 17 anos:

  • pratiquem atividades físicas moderadas a altas durante pelo menos uma hora por dia;
  • não ultrapassem duas horas por dia na utilização de telas para fins recreativos;
  • que durmam de 9 a 11 horas corridas por noite.

Como o 24-hour movement Guidelines for Children and Youth interfere nos comportamentos impulsivos das crianças?

Os pesquisadores do HALO analisaram dados de mais de 4.500 crianças. Os dados continham auto-relatos que foram categorizados em 8 competências que caracterizam ou não comportamento impulsivo. Essas competências avaliam padrões como não finalizar tarefas ou agir irracionalmente diante de estados emocionais negativos.

Assista ao vídeo aqui.

O estudo demonstrou que as crianças que seguem as três indicações das diretrizes pontuaram positivamente todas as competências e tiveram pontuações positivas mais altas em 5 das 8 competências em relação às crianças que não seguiram as indicações das diretrizes, concluindo que o equilíbrio da tríade sono, tempo de tela e exercícios físicos pode diminuir distúrbios relacionados à impulsividade.

Além disso, os resultados sugerem que as crianças que seguem as três indicações das diretrizes têm melhores funções cognitivas; menores chances de desenvolver obesidade; melhores dietas alimentares e melhor qualidade de vida em relação às crianças que não seguem nenhuma recomendação.

Tanto a pesquisa em si quanto seus resultados são bem significativos, visto que a quantidade de crianças e de dados coletados é relevante. É difícil encontrarmos pesquisas com amostras e base de dados tão grandes, e os resultados só comprovam o sucesso da pesquisa.

Guia Roblox completo para pais e mães

Roblox é um dos jogos do momento no mundo das crianças. Por isso, traduzimos o material que o Common Sense Media compartilhou para que os pais possam entender melhor o que é o Roblox e como deixar que seus filhos aproveitem essa plataforma online de maneira segura.

Roblox é uma plataforma de jogos online, e está fazendo bastante sucesso, da mesma forma que causa polêmica. A plataforma do Roblox oferece uma ferramenta sofisticada de desenvolvimento de games onde os usuários podem jogar ao mesmo tempo com muita variedade de jogos, criatividade, competição e socialização: quase tudo isso de graça.

O potencial de ser uma ferramenta de aprendizado é semelhante ao Minecraft. Como o conteúdo do Roblox é gerado pelos próprios usuários, as crianças podem ser expostas a uma variedade enorme de materiais. Muito desses materiais são adequados para pré-adolescentes e adolescentes. Parte deles é apenas irritante, com propagandas incessantes para comprar o “robux”, a moeda do Roblox. E uma parte desse material é muito preocupante, como o comportamento predatório e fóruns com conteúdo sexual explícito.

No entanto, com atenção e cuidado aos sinais de alerta, configurações de privacidade e outras precauções de segurança, as crianças podem ter uma experiência rica e emocionante jogando Roblox. Mas para isso, a sua compreensão de como isso funciona e como seus filhos podem usá-lo com segurança é fundamental.

O que é Roblox?

Roblox é uma plataforma de jogos online onde você pode jogar os jogos que outros usuários desenvolveram ou criar e compartilhar seus próprios jogos usando a ferramenta de desenvolvimento de jogos do Roblox. Quando você se inscreve na plataforma, você pode jogar uma infinidade de jogos, construir e compartilhar suas criações e bater papo com outros usuários no chat do Roblox – tudo isso de graça. Se seus filhos levarem o Roblox a sério, eles precisarão do Robux, a moeda do Roblox, e provavelmente vão querer se inscrever no Builders Club, que oferece recursos adicionais por uma taxa de associação.

Como o Roblox funciona?

O Roblox oferece dois modos: jogar e criar os jogos. Após se registrar na plataforma, o usuário tem acesso irrestrito a ambos os modos (apesar de que a maioria das crianças está lá só para jogar).

O usuário pode escolher dentro de uma infinidade de jogos, desafios criativos e divertidos em várias categorias, desde jogos de tiro a mistérios de assassinatos, esportes e jogos de luta. Infelizmente não é possível procurar os jogos por categoria ou gênero, então encontrar algo que você gosta é um processo de tentativa e erro.

Você também pode baixar o Roblox Studio e trabalhar na construção de seus próprios jogos. A jogabilidade não é nivelada, mas os jogos dos bons jogadores tendem a aparecer no topo do feed. Alguns desenvolvedores amadores usam o Roblox como portfólio. Para as crianças que estão interessadas em criar seus próprios jogos, Roblox oferece muitas instruções, uma enciclopédia e muitos jogadores prontos para ajudar.

Os criadores podem monetizar seus jogos para gerar receita, tanto cobrando para jogar os jogos quanto oferecendo compras no jogo, necessárias conforme o uso – geralmente necessárias para progredir no jogo.

Qual a idade apropriada para o Roblox?

O Roblox não especifica uma idade mínima para utilizar a plataforma. Usuários de qualquer idade podem jogar, criar jogos, entrar em chats e interagir com outros jogadores. A empresa se baseou na teoria construtivista, que promove os benefícios educacionais da curiosidade, do design e da construção e, na teoria, é apropriado para que qualquer pessoa possa utilizar a plataforma e tudo o que ela oferece.

Mas na prática, essa abordagem aberta pode apresentar alguns riscos para crianças, especialmente para as mais novas. Embora o Roblox já tenha algumas precauções de segurança, as crianças continuam sendo alvo para pessoas com más intenções.

Apesar dessa questão, o Common Sense Media classifica como OK para usuários maiores de 10 anos. Insistimos que os pais ajudem as crianças a se protegerem ativando as configurações de privacidade, ensinando como reconhecer os métodos usados pelos predadores para ganhar a confiança de crianças, mostrando para as crianças como denunciar comportamentos inadequados e a bloquear usuários.

O Roblox tem controle parental?

O Roblox oferece contas de controle que permite que os pais restrinjam como as crianças podem interagir na plataforma. Você pode controlar se outros usuários podem entrar em contato com seus filhos, quem pode enviar mensagens para eles, quem pode conversar com eles e restringir algumas outras coisas nas configurações de contato.

Para ativar essas notificações, você adiciona o seu endereço de e-mail na conta do seu/sua filho/a e cria uma senha que impede que as crianças alterem as configurações de volta. As contas de controle são opcionais: crianças de qualquer idade podem criar contas no Roblox sem restrições parentais. Nas contas de crianças menores de 13 anos, o Roblox automaticamente define configurações de segurança mais rigorosas, mas uma criança pode alterá-la se não houver a senha dos pais.

O Roblox tem chat de conversa? É seguro?

Roblox encoraja que os usuários interajam pela função Chat & Party. Todos os chats são filtrados, ou seja, linguagem inapropriada é trocada por hashtags. As conversas nos chats de usuários menores de 13 anos são mais filtradas. Roblox também tem pessoas que ficam monitorando a linguagem e o conteúdo dos chats.

Predadores Sexuais são um grande problema no Roblox?

Existem predadores sexuais no Roblox assim como em qualquer outra grande rede social. Consideramos “predadores sexuais” qualquer pessoa que tem intenção de coagir sexualmente outra pessoa. Os predadores se aproveitam do bate-papo fácil e acessível do Roblox para atingir suas vítimas.

Para ter noção do quão fácil é entrar no bate-papo do Roblox: tudo o que você precisa fazer é se inscrever no Roblox para começar a conversar, e a janela Chat & Party aparece em quase todas as páginas do site. Roblox utiliza pessoas e robôs para monitorar para expulsar pessoas que violam os termos de uso da plataforma, mas eles aparecem ocasionalmente.

Para evitar que um predador entre em contato e para jogar de forma mais segura possível, as crianças devem ativar as configurações de contato mais restritivas (encontradas na página de configurações de privacidade). Você pode impedir que qualquer pessoa entre em contato com você ou com seu/sua filho/a desative totalmente o bate-papo ou limite interações para apenas amigos.

É necessário que oriente as crianças para que não conversem com pessoas que não conheçam, a menos que possam verificar se realmente são amigos, ou amigos de amigos, na vida real, e para que não aceitem mensagens privadas de ninguém que não conheçam. Oriente-os para que nunca divulguem informações pessoais, que confiem em seus instintos se alguém os colocarem numa situação desconfortável, e que nunca mudem a conversa para outra plataforma ou rede social.

O que são os “ODers” do Roblox?

OD é a abreviação de Online Dater, que significa “namorador online”. São pessoas que estão nas redes sociais e chats de todos os tipos, inclusive do Roblox, para marcar encontros românticos. Há jogos no Roblox criados especificamente para ODers. Roblox não explicita que ODers são proibidos na plataforma, e ODers não necessariamente atacam crianças (eles podem estar à procura de outros ODers). As pessoas que monitoram os chats do Roblox procuram por conversas e conteúdos inapropriados, já que as regras da plataforma proíbem o bate-papo de cunho sexual.

Há também o tipo de ODers: pessoas que querem apenas fazer amizades. O que acontece é que muitas vezes essas pessoas só se aproximam e ficam amigos dos usuários para conquistar a confiança e fazer com que esses usuários doem Robux.

Se o/a seu/sua filho/a quiser usar o Roblox, é essencial que você analise e revise questões de segurança online com a criança, como identificar possíveis predadores, denunciar e bloquear usuários, e como identificar comportamentos que predadores usam para fazer com que as vítimas confiem neles.

O que é Robux?

Robux é a moeda do Roblox. Você pode usar para comprar uma série de coisas, como roupas e animações especiais para seu avatar, habilidades em jogos, armas e outros objetos. Há diferentes jeitos de conseguir Robux: você pode comprá-los, obtê-los como parte de sua assinatura (que você pagaria), negociar ou ganhar de outra pessoa que tenha. Você também pode ganhar cobrando dos usuários que jogam os jogos ou cobrando por itens em seus jogos que você criou no Roblox.

Como as crianças ficam sabendo do Roblox?

Há muitos vídeos de usuários jogando os jogos do Roblox no YouTube, Twitch, Miniclip e outros canais de vídeos e streaming. Como o Roblox já é bem conhecido e procurado, esses vídeos têm bastante visualizações e acabam sendo recomendados, por exemplo.

Quanto Robux custa?

Roblox usa o modelo Freemium/Premium. Você pode fazer muitas coisas no Roblox sem precisar pagar por nada, como jogar MUITOS jogos ou usar o Roblox Studio game builder para fazer seus próprios jogos. Mas para fazer qualquer coisa além do básico, como animar o seu avatar ou comprar e trocar armas, é preciso de Robux.

A empresa oferece alguns modelos de assinatura no Builders Club, o programa de sócios do Roblox: o ‘clássico’ custa US$5,95 por mês ou US$57,95 por ano; o pacote ‘turbo’ é US$11,95 mensais ou US$85,95 anuais; e o pacote ‘outrageous’, de US$19,95 por mês ou US$129,95 por ano. Você recebe um certo número de Robux por dia, dependendo do pacote que você comprou.

É possível ganhar dinheiro de verdade no Roblox?

Sim, você pode ganhar dinheiro de verdade com o Roblox. Na verdade, criadores dedicados podem ganhar bastante dinheiro. O Roblox oferece alguns modelos diferentes de geração de receita, incluindo cobrar de outros que acessam o jogo que você criou, cobrança de taxas em seu jogo em troca de itens raros pelos quais outros jogadores estão dispostos a pagar. Para monetizar os jogos, o usuário precisa ter mais de 13 anos, ser um membro do pacote outrageous do Builders Club e ter pelo menos 100.000 Robux na sua conta. E então o usuário pode trocar o Robux por dinheiro real. 100,000 Robux vale US$350.

Outras informações que podem ser úteis:

  • Como existe o Robux, a moeda do Roblox, existem usuários mais “ricos” que outros. Quando um usuário acaba de se cadastrar, ele não tem nenhum Robux, por exemplo. Crianças que não têm Robux podem ser alvos fáceis de cyberbullying. Segundo um usuário que comentou na página do artigo do Common Sense Media, vale a pena comprar US$10 de Robux para que a criança consiga comprar itens para customizar seu avatar e evitar que seja alvo de cyberbullying.
  • Se a criança está sendo alvo de cyberbullying nos chats, é possível bloquear o usuário que está xingando ou ofendendo. Feito isso, a criança não consegue ler o que a pessoa digita no chat.
  • Já aconteceu de usuários usarem os avatares para praticar atos impróprios e sexuais dentro do jogo. Caso isso aconteça, denuncie as contas que estão fazendo isso e, se o jogo tiver um chat, denuncie na conversa e escreva seu relato no bate-papo para que os criadores possam ver o seu comentário.

:: Leia também: Guia de redes sociais para mães e pais da era do compartilhamento ::

A quantidade de carinho que bebês recebem pode afetar o DNA

A quantidade de abraços, beijos, carinho e contato íntimo e reconfortante que bebês recebem pode afetá-los positivamente a nível celular, segundo um estudo da University of British Columbia publicado Cambridge University Press em 2017.

A equipe pesquisadora enfatiza que ainda é cedo para ter conclusões sobre o que causa as mudanças, mas poderia dar aos cientistas algumas ideias úteis sobre como o toque afeta o epigenoma – as mudanças bioquímicas que influenciam a expressão gênica no corpo.

Os pais de 94 bebês documentaram em diários hábitos como tocar e abraçar a partir de cinco semanas após o nascimento, e registrando o comportamento dos bebês – dormindo, chorando, etc. Quatro anos e meio depois, amostras de DNA foram tiradas das crianças para analisar uma modificação bioquímica chamada metilação do DNA. É um mecanismo epigenético no qual algumas partes do cromossomo são marcadas com pequenas moléculas de carbono e hidrogênio, muitas vezes mudando a forma como os genes funcionam e afetando sua expressão.

Os pesquisadores descobriram diferenças de metilação do DNA entre crianças de “alto contato” e crianças de “baixo contato” em cinco locais de DNA específicos, dos quais dois estavam dentro de genes: um relacionado ao sistema imunológico e outro ao sistema metabólico. A metilação do DNA também atua como um marcador para o desenvolvimento biológico normal e os processos que o acompanham, e também pode ser influenciada por fatores ambientais externos.

Também houve o marcador da idade epigenética, o envelhecimento biológico do sangue e dos tecidos. Este marcador foi menor do que o esperado nas crianças que não tiveram muito contato quando bebês, e tiveram mais sofrimento em seus primeiros anos, em comparação com a idade real. “Em crianças, achamos que o envelhecimento epigenético mais lento pode refletir um progresso de desenvolvimento menos favorável”, disse um dos integrantes da equipe, Michael Kobor.

Artigo do site drmomma.org

A importância da figura paterna no desenvolvimento infantil

A figura paterna está mudando e já não é mais vista apenas como o provedor da família. As tarefas domésticas são cada vez mais divididas e as responsabilidades dos pais, também. Hoje em dia, entende-se que a mãe não é a única responsável pela criação e desenvolvimento de uma criança. A figura paterna tem tanta importância quanto a materna, e uma boa relação entre pai (ou padrasto, avô, tio ou outra figura paterna) e filho têm inúmeros efeitos positivos na vida da criança.

A mãe é mais presente nos primeiros anos de vida da criança, afinal, é ela quem amamenta. Quando bebê, as crianças vêem elas e a mãe como uma coisa só, e ao longo do tempo vão percebendo a separação. O pai faz parte desse processo. É a figura paterna que mostra o mundo para a criança e a motiva a explorá-lo, ainda que inconscientemente.

Segundo o artigo A importância da figura paterna para o desenvolvimento infantil, publicado na Revista Brasileira de Psicopedagogia, “o papel do pai no desenvolvimento da criança e a interação entre pai e filho é um dos fatores decisivos para o desenvolvimento cognitivo e social, facilitando a capacidade de aprendizagem e a integração da criança na comunidade.” O artigo ainda traz que a ligação entre pai e filho reflete na vida adulta, nas construções psicoafetivas e repercutindo nas relações sociais.

Um bom relacionamento entre a criança e a figura paterna também reflete no modo em que as crianças agem quando se deparam com desafios, e tendem a ser menos agressivas.

A psicóloga Márcia Orsi, em entrevista para a revista Pais&Filhos, explica que “pesquisas demonstram que a figura paterna possibilita que à criança a entrada no contato social de forma mais segura.” Assim como a mãe, a figura do pai também é imprescindível para estabelecer limites, um importante fator que faz parte da formação de caráter da criança.

Crianças precisam de atenção de qualidade do pai ou da figura paterna. Meninas e meninos precisam de amor, carinho e afeto. Por isso, ter um tempo do pai ou da figura paterna a sós com o/a filho/a é super saudável. Ler histórias, ir a parques, cinema, ensinar a andar de bicicleta e etc são atividades que constroem memórias e ajudam a criança a se ver no mundo.

Guia de redes sociais para mães e pais da era do compartilhamento

As redes sociais estão cada vez mais presentes nas nossas vidas. Compartilhar a rotina, viagens, o que comemos, quem encontramos e o que estamos ouvindo já não é estranho, tanto que existem pessoas que fazem disso seu trabalho e sua fonte de renda. Em meio a tudo isso, alguns cuidados que precisamos ter nas redes sociais passam despercebidos, em especial por pais e pessoas que vivem com crianças.

Apesar da internet proporcionar coisas muito boas, como redes de apoio de mães e pais, por exemplo, há certos comportamentos que precisam ser revistos e questionados. Será que é saudável que uma criança cresça com tantos momentos de sua vida expostos na internet? A principal ferramenta para continuar saudável nas redes sociais é o bom senso, mas compartilhamos aqui uma tradução do guia de redes sociais para mães e pais feito pelo Common Sense Media para facilitar essa auto avaliação.

Pense antes de postar qualquer coisa.

Para você, a imagem do ultrassom do seu bebê pode ser a coisa mais preciosa do mundo. Para o resto do mundo, é só mais um conteúdo. Plataformas de redes sociais rastreiam dados, os seguidores “julgam” o seu post e, como qualquer outra coisa, suas informações podem ser copiadas, compartilhadas, ou usadas de outras formas. Faça as três perguntas abaixo para determinar se você precisa expor menos o seu post. Se sim, você pode enviar a publicação para pessoas específicas, criar um grupo privado só com convidados, ou ajustar o seu perfil para o modo privado.

  • Como isso fará outras pessoas se sentirem? Talvez seus seguidores já estejam cansados de ver as fotos do seu bebê no feed. Apesar de ser um problema deles, é um parâmetro para saber se você está postando muita coisa do seu filho. Ou eles podem não concordar com a criação do seu bebê ou a forma como você expõe isso na internet, e pode surgir comentários maldosos em suas fotos.
  • Qual o tamanho da minha rede de contatos? Você pode estar conectado com pessoas que você mal conhece, e você não tem garantia de que essas pessoas tenham interesse ou boas intenções em relação à sua família.
  • Meu perfil é público ou privado? Histórias sobre fotos de crianças que caíram em mãos erradas – por exemplo, fotógrafos que procuram fotos de bebês para vender, ou pessoas mal intencionadas usando imagens de formas incorretas – são um risco crescente. Essas pessoas conseguem esse tipo de conteúdo em perfis abertos.

Evite o “super compartilhamento” (over-sharenting, em inglês)

O que é o super compartilhamento? Fotos de cocô, constantes compartilhamentos de cada risada, lives de momentos íntimos como amamentação, hora do banho ou da fase em que a criança está aprendendo a usar o banheiro. Pense no conteúdo e na frequência com que você posta nas redes sociais.

Saiba quando se consultar com profissionais

É bom receber informações de seus amigos online, ou dicas de maternidade da blogueira que você gosta pelas redes sociais, mas em relação ao assuntos mais importantes (como alimentação,saúde e segurança, dinheiro e educação, por exemplo), fale com seu pediatra, professor, consultor financeiro, ou até a sua mãe. As coisas com consequências mínimas, como quando colocar sapatos no bebê ou o melhor momento para cortar as unhas é ok para consultar a comunidade online.

Seja cuidadoso com as “pegadas digitais” dos seus filhos

Muitos pais criam contas nas redes sociais para seus bebês com a intenção da criança usar quando já tiver idade suficiente (13 anos, na maioria dos casos). Enquanto pode ser divertido para parentes e amigos próximos terem notícias da criança, o perfil cria uma “pegada digital” que engloba rastreamento de dados, marketing e outros problemas de privacidade. Se você decidir criar um perfil assim para o seu bebê nas redes sociais, tenha certeza de que há o mínimo de informações possível, deixe o perfil no privado e evite postar fotos que podem deixar a criança envergonhada quando crescer.

Algumas questões para pensar:

  • Você pode adorar as fotos do seu bebê nas redes sociais tomando banho na banheira, mas como ele ou ela vai se sentir em relação a essa foto quando crescer?
  • Crianças e adolescentes podem não gostar que você utilizou seus nomes para criar contas nas redes sociais em consentimento.
  • As plataformas de redes sociais têm como regra usuários maiores de 13 anos porque as empresas usam os dados – basicamente quem seus amigos, onde você clica e o que você acessa na internet – para criar um perfil demográfico, no qual podem vender para empresas de marketing digital, por exemplo. Os dados não são pessoalmente identificado, mas ainda sim, é muito importante saber e considerar que estão acompanhando os movimentos online de seu filho ou filha deste bebê.

Seja prático

Assine um serviço de armazenamento de fotos. Como sabemos que existem muitos pais que usam as redes sociais como um ‘álbum de fotos’, essa é uma boa solução. Plataformas de armazenamento como Flickr, Google Fotos, e até Dropbox ou Google Drive são ótimas para essa função. Você pode compartilhar com quem quiser e até organizar as fotos em pastas. Estas opções oferecem o pacote gratuito, que tem um certo espaço disponível. Se você precisar e quiser ter mais espaço, você tem a opção de comprar mais espaço.

:: Leia também: O que é preciso saber sobre publicidade infantil? ::

Proteja o seu bem-estar

Fique longe de gatilhos. As postagens de blogueiras ou outras pessoas que você segue que parecem ter uma vida perfeita podem te fazer mal, afinal, você pode, sem querer, começar a comparar a sua situação com o que você consome nas redes sociais. Deixe de seguir contas que fazem você se sentir mal.

Altere suas configurações. A maioria das redes sociais permite silenciar contas, na qual as postagens dessa conta não aparecem mais na sua linha do tempo. Você continua tendo acesso, mas só se visitar o perfil da pessoa. Quem teve a conta silenciada não fica sabendo e você pode voltar atrás quando quiser.

Gerencie suas notificações. Quanto mais o celular te chama, mais você tem vontade de olhar as notificações e conferir as novidades, o que pode se tornar cansativo. Você pode desativar totalmente as notificações (recomendamos, principalmente das redes sociais!) ou permitir que receba apenas mais importantes.

Afaste-se. Os impactos das redes sociais ainda não são totalmente compreendidos. Novos pais podem ser mais vulneráveis, e as redes sociais não ajudam no quesito confiança. Se você tiver mais momentos sentindo-se mal do que bem em relação ao mundo online, e compartilhar fotos da sua vida não te faz se sentir melhor, converse com um profissional sobre o que você está passando.

Como ajudar as crianças a desenvolverem uma boa auto-estima

Auto-estima é o quanto as pessoas se valorizam e o quão importante elas acreditam que são para elas mesmas e no mundo. Uma auto-estima positiva é quando as pessoas se sentem bem consigo mesmas. E nas crianças, como funciona a auto-estima? Por que é tão importante? Aprenda mais sobre auto-estima e como ajudar seu filho a construí-la.

Por que uma alta auto-estima é importante para crianças

Todas as crianças são capazes, mas as que têm alta auto-estima se sentem e se percebem confiantes e capazes, valorizam suas habilidades e a elas mesmas. Se orgulham das coisas que podem fazer e querem dar o seu melhor.

Quando crianças se sentem confiantes e seguras sobre quem são, é mais provável que tenham uma mentalidade sempre em crescimento. Isso significa que elas podem se motivar a enfrentar novos desafios, lidar e aprender com os erros, se defender e pedir ajuda quando precisam, com mais facilidade.

Como crianças desenvolvem auto-estima

Crianças desenvolvem auto-estima trabalhando com um objetivo e ver o seu trabalho ser reconhecido. Alcançar objetivos comprova para elas mesmas que têm o que é preciso para enfrentar novos desafios. Seu sucesso faz com que se sintam bem com elas mesmas, e aprendem que não há problema em falhar. Quando as crianças se saem bem em alguma coisa e o que fazem é reconhecido por pessoas próximas que elas gostam, também se sentem bem. Como tempo, elas continuam a construir uma boa auto-estima.

Quando crianças têm uma boa auto-estima, elas:

  • Se sentem respeitadas
  • São resilientes e sentem orgulho mesmo quando erram
  • Têm um sentimento de controle sobre as atividades e eventos das suas vidas
  • Agem de forma independente
  • Se responsabilizam pelas suas ações
  • São confortáveis e seguras na construção de relacionamentos
  • Têm coragem para tomar decisões, mesmo que sob pressão.

O pedágio da baixa auto-estima em crianças

Muitas crianças têm problemas em construir ou manter uma auto-estima elevada por muitas razões. Uma razão muito comum é quando a criança tem problemas na escola.

Se a criança falha na escola, seja repetindo de ano ou tirando notas baixas, provavelmente não recebe muitos comentários positivos e reconhecimento dos professores ou colegas de classe. Geralmente, o feedback que recebem é negativo, já que constantemente ouvem sobre o que não fizeram bem, ou que não foi suficiente.

Em alguns casos, as crianças podem receber feedbacks positivos que não são sinceros. Isso pode fazer com que não confiem nos adultos que supostamente as ajudam, ou a desconfiar de outras crianças que seriam suas amigas.

Como resultado, elas têm menos certeza de si mesmas e de suas habilidades. Elas se sentem menos motivadas a tentar coisas difíceis e podem ter dificuldade em lidar com erros e problemas. No fundo, elas podem não acreditar que são dignas de sucesso ou de algo bom.

Crianças que têm baixa auto-estima podem:

  • Se sentir frustrada, com raiva, ansiosa ou triste;
  • Perder interesse em aprender
  • Ter dificuldade em fazer e manter amigos
  • Ser um alvo mais fácil de bullying ou intimidação
  • Ser excluído ou ceder à pressão de colegas
  • Desenvolver maneiras destrutivas de lidar com desafios, como desistir, evitar, não levar a sério ou ficar em negação
  • Crianças com baixa auto-estima também podem ter dificuldades em desenvolver habilidades para se defenderem.

Como ajudar seus filhos a desenvolverem auto-estima

Construir uma boa auto-estima é possível. Crianças podem aprender e melhorar a maneira como se veem e se valorizam. Para isso, ter pais ou responsáveis realistas — mas não super protetores — é fundamental. Pedir aos professores que sejam realistas e solidários também é importante.

É importante elogiar seus filhos de maneiras que desenvolvam a auto-estima e guiá-los para que reconheçam e se orgulhem de seus esforços e realizações. Elogie os esforços das crianças, e não tudo o que elas fazem. Crianças sabem quando o que fizeram ou bem-sucedido e quando não foi. Quando seus filhos terminam uma tarefa, pergunte:

  • O que teria que ter acontecido para ter dado certo?
  • O que você não conseguiu?” “Por que você não conseguiu?
  • Que legal, você conseguiu! O que você fez que ajudou a alcançar seus objetivos?

A amizade é uma parte importante na construção de uma auto-estima elevada. Isso não significa que seus filhos precisam ter milhares de amigos ou ser popular. Ter um amigo que aceite seu filho ou filha por quem ele/ela é, já faz toda a diferença. Ajude seus filhos a descobrirem o que eles gostam de fazer, e a desenvolver as habilidades relacionadas.

:: Leia também: A quantidade de carinho que bebês recebem pode afetar o DNA ::

Como elogiar seus filhos de maneiras que desenvolvam uma boa auto-estima

Elogiar crianças (de forma genuína) é importante, mas é ainda mais significativo que crianças aprendam a reconhecer e apreciar seus próprios feitos. O que você diz e como diz pode ajudar as crianças a reconhecer coisas das quais dão orgulho para elas mesmas. Aqui estão algumas sugestões:

Situação: O projeto que você está analisando é bom, mas sabe que a criança poderia ter se esforçado mais.Tente dizer: “Esse é um bom começo.” ou “Como você gostaria que ele ficasse?”A conexão de auto-elogio: Essa abordagem ajuda a criança a refletir se o seu trabalho está de acordo com as suas expectativas. Isso também pede que considerem o quanto eles trabalharam e se estão orgulhosos do esforço que fazem.

Situação: Seu filho/a fez algo bem, mas está subestimando sucesso do seu esforço.Tente dizer: “Você pode achar que não é grande coisa, mas foi gentil da sua parte defender seu amigo” ou “Parece que você está orgulhoso! O que mais faz você se sentir assim?”A conexão de auto-elogio: Essa abordagem aponta o que você acha que merece elogios e o que você valoriza. Também pede às crianças que pensem sobre o que têm orgulho e o que valorizam.

Situação: Você sabe que seu filho/a trabalhou duro, mas não atingiu a meta estipulada.Tente dizer: “Lamento que você não tenha atingido seu objetivo. Você chegou perto! Você acha que consegue da próxima vez? O que acha de pedir ajuda se sentir necessidade?” ou “É bom que tenha gostado dos livros que leu, mesmo que a leitura possa ser difícil para você.”A conexão de auto-elogio: Essa abordagem pede às crianças que reflitam sobre o que funcionou, e não apenas sobre o que precisa ser aprimorado. Também ajuda as crianças a aprenderem a fazerem o que gostam, mas não são ótimas.

Situação: Seu filho/a gabaritou numa prova – e sabe disso.Tente dizer: “Eu adoraria saber como você conseguiu! Quais estratégias você usou?” ou “Posso ver que você está animado/a! Você trabalhou muito”.A conexão de auto-elogio: Essa abordagem lembra as crianças que fazer algo de forma consciente exige algum esforço, mesmo que não duvidassem que poderiam fazê-lo. Essa abordagem pede às crianças que percebam que o que fizeram levou ao sucesso, e ajuda a reconhecer e se orgulhar do resultado.

Créditos: Understood

12 dicas para escolher apps para seus filhos

Existe uma grande quantidade de aplicativos disponível nas lojas, ainda mais do universo infantil. Mas como decidir quais apps baixar para as crianças, ou como saber se são bons ou confiáveis? Fizemos uma lista com 12 dicas de como escolher apps para seus filhos.

Foto de uma mãe, sorrindo, com seus dois filhos numa cabana de cobertores utilizando um app infantil no iPad. Uma criança de aproximadamente dois anos e outra criança, sorrindo, de aproximadamente quatro anos. Há ilustrações de estrelas, um óculos com microfone na criança mais nova e uma tiara do poder.
Apps que simulam experiências estimulam a criatividade e não insere a criança em um mundo à parte em que ela perde a noção de tempo.

1) Compras dentro dos apps

Compras dentro dos apps, ou seja, quando os próprios aplicativos tentam vender “bônus” por exemplo, geram uma frustração na criança e uma ansiedade de consumir que está sendo ofertado. Claro que tudo tem um equilíbrio: não há problema nenhum em ter uma ou outra coisa que ofereçam para melhorar o desempenho de quem utiliza, mas em excesso e a ponto de causar ansiedade do usuário, pode ser perigoso.

2) Propaganda nos apps

Tente optar pelos aplicativos sem propagandas. Há estudos que indicam que as propagandas infantis em apps são mais violentas e “certeiras” do que as propagandas em televisão. Segundo uma matéria do popular Science baseado numa pesquisa publicada no Journal of Developmental and Behavioral Pediatrics, a regulamentação de propagandas infantis funciona diferente nos aplicativos: é menos efetiva, Para atingir a eficácia desejada, essas propagandas tratam crianças como pequenos adultos. No entanto, as crianças não conseguem perceber a diferença do que é propaganda e jogo dentro dos apps, e isso pode ser prejudicial.

3) Ícones de competência dos apps

Alguns aplicativos indicam os ícones de competência logo na descrição da loja. É bastante interessante pois você consegue ter uma noção das habilidades que seu filho pode desenvolver ao utilizar os apps. Exemplo: muitos de educação auxiliam na alfabetização.

4) Apps viciantes

Há algumas técnicas e estratégias utilizadas pelos apps de jogos que induzem ao vício. Existem alguns aplicativos liberados para crianças chamados ‘sandbox’, em que os usuários criam um mundo virtual e não existe nenhuma ou poucas dificuldades para que o jogador tenha objetivos ou barreiras dentro dos jogos, como terminar as vidas, por exemplo, que é o que faz os usuários pararem de jogar.

Outra dinâmica que leva ao vício são os jogos chamados ‘variable ratio reward’ (recompensa variável, em inglês), mesmo sistema utilizado em cassinos. Nesses games, o usuário consegue prêmios facilmente todos os dias, com qualidades aleatórias. Essa dinâmica faz com que o cérebro fique condicionado para checar os aplicativos diariamente e, com facilitadores como as roletas de prêmio do jogo ou a conexão com as redes sociais em que o usuário pode pedir vidas e prêmios aos amigos, os usuários passam horas voltando nos aplicativos para verificar se já pode voltar a jogar.

Há muitos apps com essas características no mercado e é preciso estar atento ao que as crianças consomem.

Mas e agora? Como posso saber quais apps não terão essas características?

De modo geral, os apps infantis que simulam experiências, como o preparo de uma comida, leitura de um livro ou um corte de cabelo são ótimos exemplos, pois a criança consegue fazer uma conexão com as experiências virtuais e o mundo real, e vice-versa. Estes aplicativos estimulam a criatividade e não insere a criança em um mundo à parte em que ela perde a noção de tempo.

Truth and Tales, um aplicativo que reúne livros infantis interativos, é o primeiro lançamento da Explot. Por enquanto, o aplicativo conta com um livro disponível, mas já estamos na produção dos próximos.

O nome do primeiro livro é A Criança e o Dragão, e conta a história de uma criança que procura pelo reino em que mora algo que lhe falta. A história traz vários minigames e é contada de tal forma que prende a atenção de quem lê.

5) Classificação indicativa

Só baixe os aplicativos que estiverem de acordo com a idade de sua/seu filha(o). Se a criança está fora da classificação indicativa, é porque o conteúdo é muito difícil ou há elementos dentro dos apps que não foram pensados para pessoas fora da classificação.

6) Controle de Luz Azul

Controle de luz azul serve para que o sono da criança não seja tão afetado quando os aplicativos são utilizado de noite. Há vários disponíveis com esta ferramenta.

7) Número de downloads e feedback

Checar o número de downloads dos apps e os tipos de comentários são boas referências para decidir se valem a pena, se funciona, se o desenvolvedor está a disposição para resolver bugs e responder os usuários.

8) Storytelling (narrativa)

Storytelling é a forma com que a história é contada, seja através de um jogo, apps de educação, ou vídeos. Sempre há uma história e um contexto por trás das coisas. E é importante checar se a criança consegue acompanhar a complexidade da narrativa, e se a mesma é apropriada com o contexto em que a criança vive.

9) Tipos de apps (jogo, social, vídeo, educativo)

É legal sempre ficar de olho nos tipos de apps que seu filho quer baixar. Ter um equilíbrio entre jogos, aplicativos de vídeo, educativos e livros vale muito a pena. Vale lembrar que apps sociais como Facebook e Instagram só são permitidos a partir dos 13 anos.

10) Selos e prêmios

Ter selos e prêmios significa qualidade, já que o aplicativo passou pela revisão e crítica de pessoas que não são os desenvolvedores e “competiu” com outros apps pelos selos ou prêmios.

11) Empresa

É sempre recomendável pesquisar sobre a empresa que desenvolve os jogos e aplicativos. Tem site? Desenvolveu outros apps? Existe um FAQ? Além disso, dá mais segurança se você tiver alguma dúvida ou problema para resolver em relação ao aplicativo.

12) Controle Parental

É uma ferramenta essencial nos apps para que a criança não tome algumas decisões sem a presença dos pais, como compras sem a permissão.